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Conteúdos para RH

Demissão por vingança: conheça o novo movimento puxado pela Gen Z

Demissão por vingança: conheça o novo movimento puxado pela Gen Z

Segundo reportagem publicada pela Forbes, a demissão por vingança – também conhecida como revenge quitting – deve alcançar o pico até o final de 2025.

Ou seja: se a sua empresa ainda não sabe muita coisa sobre essa tendência, agora é o melhor momento para se atualizar sobre ela.

Neste post, você encontra as informações mais importantes sobre o assunto, incluindo os impactos da demissão por vingança e como lidar com esse novo desafio!

O que é a demissão por vingança?

A demissão por vingança ou revenge quitting, em inglês, é uma tendência que começou a ganhar força em 2024.

O fenômeno acontece quando profissionais, movidos por frustrações acumuladas, decidem pedir demissão de forma abrupta, como uma forma de retaliação contra a empresa.

Vale observar que a Geração Z e a demissão por vingança costumam ser mencionadas juntas. Isso ocorre porque as pessoas nascidas entre 1997 e 2010 são as principais impulsionadoras desse movimento.

O que leva os profissionais a pedirem demissão como forma de retaliação?

Embora seja um fenômeno recente, a demissão por vingança reflete uma mudança que já vem sendo discutida há algum tempo pelo mercado: as expectativas das novas gerações de talentos.

Hoje, mais do que nunca, os profissionais priorizam ambientes organizacionais saudáveis e não hesitam em buscar novas oportunidades quando se sentem desvalorizados em seu emprego atual.

Assim, a retaliação no ambiente de trabalho está diretamente ligada ao não atendimento desses desejos e necessidades.

Entre os principais motivos que podem desencadear essa situação, estão:

  • Conflitos com a liderança;
  • Cultura e clima organizacionais tóxicos;
  • Falta de reconhecimento e de oportunidades de crescimento;
  • Sobrecarga de trabalho, comprometendo o equilíbrio entre vida profissional e pessoal;
  • Descontentamento com o salário e benefícios oferecidos;
  • Ausência de um propósito claro no trabalho.

Esses são alguns dos fatores que colocam o revenge quitting entre as principais tendências de demissão em 2025. A seguir, vamos explicar por que eles exigem a atenção do RH.

Os impactos negativos da demissão por vingança

Até o final de 2025, espera-se que a Geração Z represente 1/4 da força de trabalho global. Com isso, a necessidade de as empresas gerenciarem a demissão por vingança se torna ainda mais urgente.

Quando os colaboradores decidem pedir a conta por estarem insatisfeitos com as condições oferecidas, as consequências negativas podem ser imensas.

Elas incluem, por exemplo:

  • Perda de talentos que agregam habilidades e experiências relevantes;
  • Desorganização e lacunas na equipe, criando problemas adicionais, como sobrecarga;
  • Danos à marca empregadora, dificultando a atração de novos profissionais;
  • Aumento dos custos relacionados ao recrutamento, treinamento e adaptação de novos colaboradores.

Esses problemas também apontam para o impacto da retaliação na produtividade geral da empresa.

Afinal, a falta de um planejamento adequado para lidar com demissões abruptas costuma prejudicar a continuidade de projetos importantes e afetar a moral do time, levando a uma queda no desempenho. 

É possível evitar a demissão por vingança?

Movimentos como revenge quitting estão trazendo desafios inéditos para o RH. Mas, com estratégias coordenadas, é possível minimizar o risco de essa tendência afetar a sua empresa.

A chave está em criar um ambiente de trabalho onde colaboradores de diferentes gerações se sintam mais valorizados, ouvidos e respeitados.

Confira, a seguir, alguns caminhos para isso:

1. Conheça as expectativas da equipe

Para que o RH consiga focar no que realmente importa, o primeiro passo é manter um bate-papo constante com os colaboradores. 

Ferramentas como pesquisas internas, reuniões individuais ou até grupos de discussão podem ajudar o setor a entender o que a equipe enxerga como prioridade e quais são os principais pontos de insatisfação em relação à dinâmica atual. 

2. Promova o desenvolvimento 

Investir no crescimento profissional de todos os colaboradores é uma das principais estratégias para reter talentos, e isso deve começar pela liderança. 

Ao capacitar os gestores para serem mais acolhedores, empáticos e inspiradores, é possível melhorar o engajamento da equipe e, ao mesmo tempo, estimular o aprendizado em todos os níveis.

3. Incentive o equilíbrio entre carreira e vida profissional

Incentivar momentos de pausa, respeitar os horários de descanso e oferecer flexibilidade no trabalho são algumas ações eficazes para atender à crescente busca por uma rotina mais equilibrada.

E sabe por que isso importa? 

Colaboradores que encontram esse equilíbrio têm menos chances de se sentirem sobrecarregados e desmotivados, o que também diminui o risco de uma saída impulsiva.

4. Ofereça um propósito forte

Um propósito forte cria um senso de pertencimento e motivação, favorecendo também o alinhamento entre os interesses dos colaboradores e da organização.

Nessa hora, vale se atentar para as pautas que são especialmente valorizadas pela Geração Z, tais como diversidade e inclusão, responsabilidade social e sustentabilidade. 

5. Melhore o ambiente de trabalho

A qualidade do ambiente de trabalho impacta diretamente no bem-estar, na satisfação e no desempenho dos talentos. 

E não estamos nos referindo apenas ao espaço físico. A “vibe” do local também conta muito! 

Além de garantir uma infraestrutura adequada e confortável, é importante fomentar uma cultura de respeito, colaboração e transparência, onde as pessoas se sintam bem.

Considerações finais

Apesar dos desafios, a demissão por vingança também oferece às empresas uma oportunidade de repensar as práticas organizacionais e melhorar as relações de trabalho.

Afinal, no cerne da questão, está a busca por organizações mais humanas, flexíveis, inclusivas e comprometidas com o desenvolvimento de suas equipes.

Vale lembrar que a Geração Z, ao mesmo tempo em que encabeça esse movimento de insatisfação, também traz consigo um potencial imenso.

Eles são profissionais ágeis, conectados, inovadores e altamente engajados quando encontram oportunidades alinhadas aos seus propósitos.

Esperamos que os insights apresentados até aqui sejam o impulso que a sua empresa precisava para reter a Gen Z e prosperar em um mercado cada vez mais dinâmico.Se esse post te ajudou, aproveite para acessar nosso blog e conferir outros conteúdos feitos exclusivamente para o público de RH!